A Copa do Mundo de 2026 foi a primeira da história disputada por 48 seleções, mas a Fifa já avalia um novo passo para ampliar ainda mais o torneio. O presidente da entidade, Gianni Infantino, admitiu que uma competição com 64 países poderá ser discutida no futuro, uma mudança que pode transformar não apenas o formato do Mundial, mas também a economia do futebol internacional.
A possibilidade reacendeu o debate sobre os impactos financeiros, comerciais e logísticos de uma expansão sem precedentes do principal campeonato de seleções do planeta.
Torneio maior exigiria investimentos bilionários
Caso a proposta avance, a Copa do Mundo passaria a exigir uma estrutura muito mais robusta dos países-sede.
Seriam necessários mais estádios, maior capacidade hoteleira, reforço no transporte, aumento da segurança e um calendário mais longo para acomodar o número de partidas. Isso elevaria significativamente os custos de organização, mas também abriria espaço para novas receitas com ingressos, turismo, direitos de transmissão e patrocínios.
Eliminatórias podem perder importância
Especialistas apontam que um dos principais efeitos de uma Copa com 64 seleções seria a redução da competitividade das eliminatórias.
Com mais vagas disponíveis, diversas seleções tradicionais teriam classificação praticamente garantida, diminuindo o interesse esportivo e comercial dessas competições. Isso poderia reduzir o valor pago pelas emissoras para transmitir as eliminatórias e aumentar a dependência financeira das confederações em relação aos repasses da própria Fifa.
Dirigentes demonstram resistência
A proposta não é unanimidade entre os principais dirigentes do futebol mundial.
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já declarou ser contrário à ideia, afirmando que uma expansão prejudicaria tanto a Copa do Mundo quanto as competições classificatórias.
Na Ásia, o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, também demonstrou preocupação e questionou até que ponto o torneio poderia continuar crescendo.
Fifa defende maior inclusão
Gianni Infantino argumenta que ampliar o número de participantes permitiria que mais países tivessem a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo.
Segundo o dirigente, oferecer espaço para seleções menores fortalece o desenvolvimento do futebol em diferentes regiões e incentiva investimentos em países que historicamente têm poucas chances de alcançar a fase final do torneio.
Debate ainda está em fase inicial
Até o momento, a Fifa não confirmou qualquer mudança oficial no formato da competição. A ideia de uma Copa do Mundo com 64 seleções segue em discussão e, caso avance, dependerá de estudos técnicos e da aprovação dos órgãos responsáveis pelo futebol internacional.
Se implementada no futuro, a proposta representará uma das maiores transformações da história do Mundial, com impactos que vão muito além das quatro linhas e poderão redefinir a forma como o futebol movimenta bilhões de dólares ao redor do mundo.










