Preço da memória DDR5 dispara até 448% em um ano e preocupa consumidores

Os preços das memórias RAM DDR5 registraram uma forte alta nos últimos 12 meses no mercado alemão. Um levantamento do site especializado 3D Center aponta que alguns modelos chegaram a ficar 448% mais caros desde julho de 2025, refletindo o aumento da demanda por chips e os impactos da inteligência artificial na indústria de semicondutores.

A pesquisa analisou kits de memória de diferentes capacidades, incluindo versões de 8 GB, 16 GB, 24 GB, 32 GB e 48 GB, comercializados por diversos varejistas da Alemanha. Segundo os dados, a escalada dos preços ganhou força entre setembro e outubro do ano passado e atingiu seu pico nos meses de novembro e dezembro.

Entre os modelos analisados, um módulo DDR5 de 16 GB com velocidade de 5.600 MT/s acumulou valorização de aproximadamente 410%. Já um kit de 32 GB, composto por dois módulos de 16 GB a 6.000 MT/s, registrou aumento de 431%. Até mesmo os kits de maior capacidade, como os de 64 GB, sofreram reajustes expressivos.

As memórias DDR4 também acompanharam a tendência de alta. Dependendo da capacidade, alguns modelos apresentaram aumentos superiores a 300% no período analisado. O mesmo cenário foi observado entre os SSDs, com unidades M.2 PCIe Gen 4 de 1 TB acumulando reajustes superiores a 200%.

Especialistas atribuem o avanço dos preços principalmente ao crescimento da demanda por chips destinados a aplicações de inteligência artificial, além do aumento dos custos de produção e da oferta limitada de semicondutores.

O presidente da SK Hynix, Chey Tae-won, afirmou que a procura por chips voltados à IA pode crescer entre 60% e 100% nos próximos anos, enquanto a capacidade de produção deve avançar em ritmo bem menor. Segundo ele, esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os preços de componentes utilizados em computadores, smartphones e outros dispositivos eletrônicos.

Diante desse cenário, o mercado ainda não prevê quando os preços poderão voltar a níveis mais estáveis, e a expectativa é de que a pressão sobre os custos continue nos próximos meses.

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