Governo dos EUA concede green card a Eduardo Bolsonaro e familiares

O governo dos Estados Unidos concedeu o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A autorização de residência permanente também foi emitida para sua esposa e seus filhos, permitindo que a família viva e trabalhe legalmente no país por tempo indeterminado.

A informação foi divulgada inicialmente pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e posteriormente confirmada pelo portal Metrópoles.

O que muda com o green card?

O green card garante ao portador o direito de residir de forma permanente nos Estados Unidos, além de permitir que ele trabalhe e estude no país sem necessidade de vistos temporários ou autorizações adicionais.

Apesar disso, o documento não equivale à cidadania norte-americana. Quem possui residência permanente continua sem poder votar nas eleições dos EUA nem disputar cargos públicos que exijam cidadania americana.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando deixou o Brasil e passou a permanecer no país.

Concessão ocorre em meio a disputas entre Brasil e EUA

A autorização de residência foi concedida em um período de tensão nas relações entre os governos brasileiro e norte-americano.

Recentemente, os Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses de empresas americanas. A decisão aumentou o desgaste diplomático entre os dois países.

Ao mesmo tempo, Eduardo Bolsonaro enfrenta um processo no Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Segundo o entendimento da Corte, o ex-deputado teria atuado junto a autoridades norte-americanas com o objetivo de influenciar investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o STF, essas articulações incluíram pedidos de sanções contra autoridades brasileiras e medidas de pressão econômica sobre o país.

Green card impede extradição?

Especialistas apontam que a residência permanente nos Estados Unidos, por si só, não impede um eventual pedido de extradição. No entanto, a condição de residente pode tornar esse tipo de procedimento mais complexo.

Qualquer processo de extradição dependeria da análise das autoridades americanas, do tratado existente entre os dois países e das circunstâncias jurídicas e diplomáticas envolvidas. O posicionamento do governo dos Estados Unidos também pode influenciar uma eventual decisão sobre o tema.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *